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SIGNOS

Carolyne Faulkner  

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Excerto

Se o leitor, à semelhança de tantas pessoas que conheço, se sente atraído pela astrologia mas os termos técnicos confusos ou as trivialidades esotéricas, como as indicações para não sair de casa até que Mercúrio termine a sua fase retrógrada, o desencorajam, espero que considere este livro estimulante, talvez até esclarecedor e, acima de tudo, útil. Escrevi-o para pessoas como nós (incluindo eu própria), que procuravam um livro que tornasse a astrologia acessível e divertida, assim como prática. Estou convicta de que a astrologia pode ser uma ferramenta vigorosa de condução da vida que todos são capazes de aprender a usar por si mesmos. Aliás, assumi a missão de pôr nas suas mãos o domínio desta ferramenta. (Afinal, sou aquariana e os aquarianos têm uma tarefa a cumprir na Terra, a de promover a consciência e a igualdade.)

Uma coisa deve ficar clara logo à partida: não pode ser possível, nem é lógico, dividir a humanidade em doze signos estelares e ter a expectativa de que todos correspondam aos mesmos tipos de pessoas a passar em simultâneo pelas mesmas experiências. E também não tem sentido generalizar excessivamente. Pressupor que todos os leoninos são divertidos e extrovertidos, ou que os escorpianos são sensuais mas com pendor para o ciúme, não é realista. Os seres humanos são bastante mais complexos do que isso e o nosso signo estelar (também conhecido na astrologia pelo signo do Sol) não é mais do que um indicador rudimentar da nossa personalidade e potencial. Como verá, conhecer os traços benignos e nocivos do seu signo — e aplicar os primeiros à prática — conferir-lhe-á a capacidade de resplandecer com o brilho do Sol. Ainda assim, a astrologia não poderá jamais revelar tudo o que alguém é. Afinal, avaliar o carácter de uma pessoa (incluindo o nosso) tendo por base apenas o seu signo estelar é como ajuizar os outros pela aparência. Por vezes, temos sorte e definimo-los de um modo certeiro, mas é frequente enganarmo-nos — e isto pode meter-nos em sarilhos.

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Outra crença equívoca que devemos rejeitar de começo: não está gravado na pedra que determinados signos se harmonizam, ou não, com outros. A única maneira de avaliar a estabilidade de uma relação consiste em examinar os mapas individuais e estudá-los comparativamente. Muitos dos casais bem-sucedidos que conheço são formados por uma pessoa com o Sol num signo e a outra com o mesmo signo associado à Lua, isto é, como signo ascendente. Para a astrologia tradicional eles não seriam compatíveis mas, de acordo com a minha experiência, é mais como um jogo de encaixar peças: só é necessário emparelhar os signos com um potencial parceiro (ou amigo, ou colega) nalgum ponto da sequência. Dois dos meus amigos mais antigos são de Leão e, sendo eu de Aquário, são o meu perfeito oposto. O signo estelar dos meus outros amigos mais próximos corresponde ao meu signo ascendente. A astrologia pode proporcionar-nos um discernimento fascinante quando se deseja aprofundar o tema.

Estudo astrologia há mais de onze anos. Nos últimos nove também a usei para orientar pessoas que queriam aprofundar o conhecimento de si mesmas e dos outros, bem como para trazer à luz maneiras de vivenciarem relacionamentos mais honestos e íntimos e desfrutarem de êxito profissional. O método que utilizo, a que chamo Astrologia Dinâmica, contribui para aperfeiçoar a saúde emocional, espiritual e física, e para aumentar o bem-estar geral. Reparará que recorro com frequência à palavra «carma». O carma é causa e efeito: para cada acção, existe uma reacção. A probabilidade é que as sementes colocadas em solo fértil resultem numa colheita fértil; o contrário também é verdade. Procure pensar no carma como as sementes que semeia. Não se pode alterar o carma passado, mas pode adquirir-se uma consciência cada vez maior de cada escolha que se faz no presente e alterar, de facto, o futuro.

Sei que, quando se usa a Astrologia Dinâmica como instrumento para aperfeiçoar a consciência de si mesmo, esta ajuda-nos a seguir um rumo muito mais calmo nas nossas vidas. Pode promover uma transformação fortalecedora e uma ligação mais profunda com o nosso eu mais autêntico. Isto é essencial porque, na minha opinião, só as vibrações mais genuínas atraem a nossa verdadeira tribo.

A minha experiência a trabalhar com pessoas de todo o mundo e de todos os sectores sociais ensinou-me que a astrologia é, sobretudo, um quadro de acção para nos sincronizarmos com os ritmos da nossa vida, uma ferramenta para dirigir o comportamento humano, o nosso e o dos outros. Gosto de pensar nela como o andaime para uma renovação — só que, neste caso, o edifício a ser beneficiado com o restauro somos nós.

A astrologia tem sido praticada por sociedades em todo o mundo desde há milénios. É um pouco como a precursora no mundo antigo da moderna ciência da psicologia. E quando se começa a pensar nela nestes termos, o seu extraordinário estoicismo, até mesmo no nosso mundo moderno céptico, em que a maioria das pessoas perdeu a crença em tudo o que não seja o que vê com os próprios olhos (em contraste com o que sente com o coração), começa a fazer sentido. Acredito que o nosso espírito enforma, e depois cria, a nossa realidade. As neurociências já o comprovaram. Não está escrito nas estrelas o futuro de ninguém, cabe-nos criá-lo.

Portanto, no que me diz respeito, a astrologia nada tem que ver com a adivinhação ou os sucintos horóscopos diários, mas com aumentar a nossa capacidade para crescer pessoalmente, algo que promove a felicidade e multiplica as interacções positivas com os outros. Também ajuda a tornarmo-nos mais atentos, a formularmos juízos mais informados acerca das nossas capacidades e limitações, bem como acerca das outras pessoas. E não se deve esquecer que até um conhecimento básico da astrologia nos oferece a oportunidade de dominarmos o sentido de oportunidade do momento. Os melhores chefes de cozinha testemunharão que a escolha do momento é, de facto, tudo.

A Astrologia Dinâmica combina ensinamentos espirituais e astrológicos com a investigação do actual comportamento humano da perspectiva de um orientador de vida. Neste contexto, o mapa não é uma descrição rígida de quem o leitor é ou uma receita definida para a maneira de viver a sua vida. A astrologia torna-se um instrumento de interpretação que o coloca no centro da tomada de decisões. O conhecimento das estrelas investe-o com o poder de trabalhar em harmonia com a energia destas.

Para mim, a astrologia passou a integrar tanto a vida quotidiana como a electricidade que abastece as nossas casas. À semelhança do que acontece com a electricidade, recorro a esta porque me fornece força e luz quando necessito. E partilho-a porque acredito que esta linguagem das estrelas transcende a classe, a raça, o estatuto e, acima de tudo, o ego. Todos podem usá-la, o que é algo que me agrada.

Com a Astrologia Dinâmica pretendi criar um método para mostrar como todos podem usar a astrologia, sem necessidade de um astrólogo de serviço para planear cada uma das suas decisões. Tenho por missão dotar de força a intuição de outras pessoas. Todos somos intuitivos em maior ou menor grau, mas a nossa intuição está muitas vezes envolta de um modo tão constrangedor em lógica que acabamos limitados por uma perspectiva unidimensional.

Por vezes, a astrologia é apresentada de um modo mais complexo do que o necessário. É verdade que, à primeira vista, um mapa astral completo pode parecer muito complicado e até intimidante, e é preciso tempo para nos familiarizarmos com alguma terminologia, mas simplifiquei o processo para o tornar perfeitamente acessível e sei, de orientar os meus clientes, que a astrologia não tem de ser difícil. Na realidade, é como aprender um idioma estrangeiro: vão-se apanhando fragmentos, umas palavras aqui e ali, elabora-se a conversação e depois, com prática e perseverança, começa-se a falar a língua. Ou, neste caso, aprende-se a «astroversar», como gosto de lhe chamar.

A Astrologia Dinâmica fornece as chaves e faz de cada um o detective encarregado do seu próprio caso. Harmoniza-o com a alma (ou mente, se preferir), em oposição ao rufar sedutor, mas nocivo, do seu ego. Acredito que a alma (ou mente) é infinita: nunca morre. Na verdade, prossegue com a criação de vidas futuras, razão pela qual o nosso mapa astral aponta forças a adoptar e problemas que temos de resolver durante esta vida para nos podermos qualificar para o nível seguinte. Nada é definitivo e tudo é mutável. Com consciência e uma abordagem honesta dos nossos padrões de comportamento, há sempre escolhas disponíveis e cabe-nos criar um futuro melhor.

Anos de trabalho com os meus clientes sagazes, bem-sucedidos e extremamente exigentes, e a observar a maneira como disposições estelares específicas se correlacionam com as suas experiências, comportamento e características, tornaram evidente para mim que qualquer traço associado a qualquer aspecto da astrologia tem potencial para ser propício ou prejudicial. Chamo a isto o «favorável» contra o «desfavorável», dualidades que testemunhamos reiteradamente.

No seu âmago, a Astrologia Dinâmica é a prática de aplicar o saber astrológico de modos estratégicos para reforçar os traços benignos («favoráveis») e reduzir o impacto dos nocivos («desfavoráveis»). Podemos mudar aquilo que não nos serve ou de que apenas não gostamos. Com consciência e um conhecimento mais aprofundado de si surge o poder para haver mais aceitação, alegria e satisfação espiritual na sua vida. Quando dominar novas maneiras de controlar características que foram a ruína da sua vida, sentir-se-á como se desse um safanão em si mesmo. É uma sensação deveras libertadora.

Um conselho: não se assuste com o seu lado «desfavorável», também conhecido pela temida «sombra». Afinal, todos a têm. Muitas vezes, quando as pessoas lêem pela primeira vez as suas secções «favoráveis», vejo-as a assentir com a cabeça ou sorrir e depois aguardo: de súbito, ficam muito caladas. Sei que estão a ler os seus traços «desfavoráveis» e que finalmente vêem a realidade. Contudo, esta percepção constitui o primeiro passo para qualquer tipo de verdadeiro aperfeiçoamento pessoal. Quando era estudante, os professores mais compassivos que alguma vez tive raramente me davam doces, presentes ou verdades fáceis.

Portanto, para traçar o quadro das características «favoráveis» versus «desfavoráveis», usemos o Touro como exemplo. Um traço positivo do Touro é o talento. Muitos taurinos adoram cultivar os seus talentos, bem como os de outras pessoas. Um traço taurino «desfavorável» é a inveja (que partilham com o signo oposto, o Escorpião). Isto não significa que todos os taurinos sofrem necessariamente com o monstro de olhos verdes, mas é provável que este se manifeste nalgum momento das suas vidas porque a inveja é uma característica que as pessoas de Touro visam subjugar com a sua presença na Terra. Para contextualizar ainda mais o «favorável» versus o «desfavorável», observei que um Touro que trabalhe verdadeiramente os seus talentos raramente sofre de inveja pessoal. Se a suscitam noutros, têm de se esforçar mais para agir com boa vontade e humildade (duas expressões associadas ao Touro).

Escrevi Signos com o objectivo de tornar um assunto complexo acessível a todos, destacando três áreas principais da astrologia: planetas, signos e casas. Inevitavelmente, isto significa que há muitos aspectos que não terei oportunidade de abordar, mas a astrologia é tão poderosa que até um conhecimento reduzido tem um vasto efeito. Espero que o livro lhe sirva de guia para usar a astrologia de uma maneira prática de modo a fazer uma mudança verdadeira e positiva na sua vida. E então, quando tiver «decifrado o código», poderá ajudar outras pessoas que estejam a debater-se para se equilibrarem na prancha e cavalgarem as ondas da vida.

Pode ler o livro de duas maneiras. Uma consiste em avançar directamente para a secção do seu signo estelar e ler tudo o que se relaciona com os seus traços benignos e nocivos — os seus «favoráveis» e «desfavoráveis» —, e depois usar a «A solução» das sugestões práticas para reduzir o «desfavorável» e reforçar o «favorável». (A propósito, pode fazer o mesmo para ficar a conhecer melhor o comportamento dos outros. É divertido e, com frequência, de uma exactidão inquietante. Experimente consultar o signo do seu companheiro ou de um colega e ver se as características indicadas esclarecem algo que o surpreende ou aborrece nele.)

A segunda abordagem, se preferir, consiste em ir um pouco mais longe e usar o livro para aprender como ler os mapas astrais e proceder às suas próprias interpretações.

Um mapa astral (ou natal) é um instantâneo do alinhamento das estrelas e planetas no momento do nascimento. Aprender a descodificar o seu mapa, lendo nele o papel do seu signo estelar, a sua Lua e o signo ascendente, bem como o alinhamento dos planetas e o posicionamento das casas, é instrutivo e confere-lhe mais poder. Identificar o seu signo ascendente (o signo associado à sua primeira casa no momento em que nasceu), por exemplo, ajuda-o a compreender como é visto pelos outros e abre o caminho à autodescoberta. Quando encontrar o seu signo lunar (o signo em que a Lua estava quando nasceu) pode determinar como cuidar melhor do seu bem-estar emocional o que, por sua vez, beneficiará a sua inteligência emocional. Conhecer o signo lunar do seu companheiro ou filho ajudá-lo-á a apoiá-los a nível emocional. (O meu filho tem a Lua em Touro e o Touro está associado a um apetite saudável por boa comida, por isso alimento-o sempre antes de enfrentar quaisquer problemas emocionais que possa ter com ele.)

Nunca me cansarei de observar os meus clientes a experienciarem um súbito clique mental quando algum aspecto da sua personalidade ou experiência pessoal se evidencia. Aqueles momentos de clarividência são profundamente gratificantes para eles e podem sê-lo também para si. Ao compreender o seu mapa e os das pessoas mais importantes na sua vida, adquire uma perspectiva de valor incalculável. Passa a ser mais tolerante, os objectivos pessoais e profissionais tornam-se mais fáceis de alcançar e o dia-a-dia apresenta-se menos como ruído e mais como uma melodia. Deixa de lutar contra as marés e segue a corrente e os ritmos da vida. Tudo, desde o bem-estar físico e emocional até às metas na carreira e os relacionamentos antes tensos, pode subitamente parecer muito mais fácil. Não estou a dizer que tudo irá mudar de um dia para o outro. É preciso trabalho e, não o ignoremos, algumas pessoas irritar-nos-ão sempre, mas podemos controlar o modo como reagimos pressionando o botão de pausa e analisando a causa mais profunda do seu comportamento e, já agora, das nossas reacções.

Imagine que está num aeroporto e tem apenas o passaporte e um mapa na mão. Tem à disposição um avião privado. Não tem a certeza do lugar para onde vai mas intuitivamente sabe que o aguarda algo que melhorará a sua vida. Estou a acompanhá-lo à porta da autodescoberta. O mapa fornece as pistas para o ajudar a encontrar a sua arca do tesouro, mas terá de conduzir a sua própria viagem e assumir a responsabilidade pelas suas decisões.

Sei, pela minha própria experiência de aprendizagem através da astrologia e pelos êxitos dos meus clientes, que são possíveis grandes feitos. Tenha presente que o seu mapa astral é apenas um esboço a lápis: cabe-lhe verdadeiramente decidir se quer pegar na caneta e traçar a sua marca. Esqueça como era no passado. Veja-se neste preciso momento e sintonize-se no seu potencial mais elevado.

O futuro está nas suas mãos.

A Astrologia Dinâmica baseia-se no estudo e interpretação de mapas astrais e no uso de estratégias práticas para aperfeiçoar os traços que não resultam connosco e impulsionar os comportamentos que nos favorecem.

Um mapa astral é um instantâneo do firmamento, como uma garatuja energética no espaço, no momento em que alguém nasce. A data, hora e local de nascimento dessa pessoa servem para calcular a posição do Sol, da Lua e de outros planetas, assim como para cartografar o modo como se dispõem pelos signos e pelas casas. (Não se preocupe, há instruções claras para fazer o seu mapa astral um pouco mais adiante.)

Este capítulo mostra-lhe como trabalhar com todos os elementos essenciais de que carece para poder interpretar o seu mapa e, em seguida, quando tiver compreendido o funcionamento deste, pode passar à interpretação dos mapas de outras pessoas. É nessa altura que tudo começa a ser realmente divertido.

Trabalharemos com três áreas principais: os planetas, os signos e as casas. (Não se esqueça que tudo na Astrologia Dinâmica funciona em tríades.) Quando dominar o essencial destas três áreas, estará no bom caminho para decifrar as chaves contidas no seu mapa e penetrar no mais interessante dos códigos: aquele que subjaz ao comportamento humano.

Veja o exemplo de mapa astral que se segue.

Vamos analisar este diagrama, passo a passo, de modo a que possa compreender o papel dos planetas, dos signos e das casas, passando depois a aplicar esse conhecimento ao seu mapa. Regressaremos a este exemplo completo de mapa mais adiante neste capítulo e voltaremos a compô-lo para lhe mostrar como tudo se combina para se fazerem as interpretações.

Agora observe as chaves para os símbolos dos diferentes planetas e signos e comece a familiarizar-se com eles. De início terá de voltar a consultá-los sempre que estudar um mapa, mas não tardará muito até começar a reconhecer os símbolos.

Proponho que, nesta etapa, pegue no seu mapa para acompanhar os exemplos. (Não se assuste se tudo parecer um pouco confuso, seja paciente.)

Pode desenhar o seu próprio mapa visitando o sítio web www.dynamicastrology.com e preenchendo os formulários com a indicação da data, hora e local do seu nascimento. (Tenha presente que não pode determinar quais as casas que os planetas ocupavam se não souber a hora em que nasceu. Nesse caso, assinale a caixa «Time Unknown» no calculador do mapa. Ainda assim, pode trabalhar com os planetas e os signos, e prometo que a informação importante será abundante. Se estivesse no seu lugar, imprimia o mapa e usava um lápis para fazer anotações em relação aos efeitos dos diferentes elementos, mas eu sou da velha guarda! Em alternativa, segue-se um mapa em branco para registar o seu mapa astral se assim o desejar.

O primeiro passo consiste em identificar cada um dos dez planetas e explorar a sua relevância. Principiemos pelo Sol. O Sol, como todos os planetas, cai num signo particular do seu mapa. O seu signo estelar é o signo do Zodíaco (Caranguejo, Peixes, Leão, etc.) no qual o Sol estava no momento em que nasceu. Como pode verificar pela chave para os símbolos dos planetas, há nove outros planetas com os quais iremos trabalhar mas o seu signo estelar é o primeiro a utilizar para iniciar o percurso de mapeamento. Depois pode avançar para determinar onde se situam os outros planetas no seu mapa. Tenha em conta que são conhecidos por «planetas regentes» e cada um está associado a um signo. (E, tecnicamente, o Sol é uma estrela e Plutão e Quíron não são de facto planetas, mas para facilitar o mais possível usaremos a expressão comum «planeta» — não diga nada aos astrónomos!)

Chamo a cada planeta no seu mapa o «que». Como em «o que significa esse planeta para si?»

Comecemos por identificar o seu signo estelar no seu mapa. Veja o símbolo do Sol, consultando a chave dos planetas mais atrás e este mapa a título de exemplo.

O que significa este planeta, o Sol, para si? Em resumo, o Sol representa o ego de alguém, a sua identidade. Se adoptar o signo em que se enquadra e tirar partido de todas as características «favoráveis» desse signo, está predestinado a brilhar com o fulgor do Sol. Se, todavia, manifestar os traços «desfavoráveis», estará mais alinhado com o seu ego do que com o seu esplendor. Cada um dos dez planetas com que vamos trabalhar está associado a uma área particular da sua personalidade, com lições específicas a serem aprendidas.

Encontrará explicações muito mais pormenorizadas acerca do papel que o Sol desempenha no seu mapa (bem como todos os outros planetas) em «Os Planetas».

O segundo passo consiste em identificar e explorar o significado e o impacto dos signos. Já localizou o Sol no seu mapa. Agora, registe o símbolo do Zodíaco que está alinhado com este, na direcção do centro do diagrama. Este representa o seu signo estelar.

O nosso exemplo tem o Sol, que é o planeta, em Escorpião, que é o signo.

O que significa este signo? O signo num mapa representa o «como». Como é que este signo actuará com esta pessoa?

Recorrendo ao nosso exemplo, esta pessoa tem o Sol em Escorpião, pelo que consultaria a secção sobre o Escorpião de «Os Signos» para ficar a saber mais acerca do comportamento deste signo em relação ao ego e identidade pessoal. Para simplificar, para que as pessoas de Escorpião brilhem têm de aprender a dominar o poder, a força de vontade, a transformação e a mudança. Como «favorável», têm o equilíbrio e confiança no seu poder, usando-o para fortalecer os outros e para proceder a grandes mudanças, tanto internas como externas. Como «desfavorável», têm pouca força de vontade e tornam-se muitas vezes manipuladoras e invejosas em relação a alguém que considerem mais poderoso. Podem tentar roubar poder ou debilitar impiedosamente os outros com humilhações e tácticas de manipulação.

(É evidente que esta é uma interpretação simplificada e há mais pormenores sobre o Escorpião e todos os outros em «Os Signos».)

Ao longo do processo de aprendizagem para trabalhar com mapas astrológicos, saltará para trás e para a frente para consultar as páginas alusivas a cada planeta, signo e casa. Uma boa ideia é tomar nota das descrições que intuitivamente encontram eco em si, e poderá ver que há espaços para o fazer ao longo do livro. Seja honesto, sobretudo quando trabalhar com o seu mapa. Procure o mesmo número de traços benignos e nocivos, registe-os e depois leia a «A solução» para perceber como aumentar o «favorável» e reduzir o «desfavorável». Só deste modo fará progressos. Acredito que quando escrevemos algo o memorizamos mais depressa, libertando assim recursos no cérebro valiosos para adquirir mais informação.

O terceiro passo consiste em explorar as áreas da vida que são afectadas por cada casa, examinando os planetas e os signos que se enquadram em cada uma. Deve ter o seu mapa à frente, com o Sol identificado, e saber qual o signo em que se posiciona. Se souber a hora a que nasceu, também pode determinar a que casa corresponde o seu Sol. As casas estão identificadas pelos números, ordenados de 1 a 12 no anel interior do seu mapa.

O que significam então as casas para si? Cada casa está associada a diversas áreas da vida, como o relacionamento entre irmãos ou o património e as finanças pessoais. No conjunto, as casas compõem aquilo a que chamo o «onde». Onde o afectará cada planeta e o seu signo? Em que aspecto da sua vida? O que estão a tentar dizer-lhe?

Encontrará informação pormenorizada acerca de cada uma das casas e as suas várias associações em «As Casas» mas, em poucas palavras e regressando ao nosso exemplo, a terceira casa é onde se informará sobre comunicação (entre outros aspectos).

Portanto, neste caso temos o Sol em Escorpião na terceira casa.

Uma pessoa com o Sol em Escorpião na terceira casa tem de aprender a comunicar com empatia e sensibilidade. (O Escorpião tem tudo que ver com empatia e sensibilidade.) Deve aprender a estar em sintonia com o seu íntimo, sem ser demasiado intenso ou tão reservado que espante as pessoas. Tem de compreender como comunicar de maneiras que o robusteçam e aos outros, resistir à inveja, à manipulação e ao controlo, que são nocivos, e ser suficientemente confiante para se apoiar no seu poder.

Em resumo, este é o processo que será usado ao longo deste livro. Vai precisar das chaves dos símbolos para interpretar o seu mapa. Em primeiro lugar, tem de identificar os dez planetas. Depois, trabalhar com cada planeta por sua vez, saltar para a respectiva secção em «Os Planetas» e ler tudo acerca dos comportamentos que lhe estão associados. Recorra à sua intuição e registe os traços que lhe parecem significativos. A seguir tem de identificar o signo imediatamente associado a cada planeta, como fizemos com o exemplo do Sol em Escorpião, e consultar a respectiva secção em «Os Signos» para repetir o exercício e tomar nota de quaisquer associações, «favoráveis» e «desfavoráveis», que façam particularmente algum sentido. Por fim, se souber a que hora nasceu pode localizar as casas em que os planetas e signos residem consultando o anel interior dos números 1 a 12. Salte então para a respectiva secção em «As Casas», tomando notas durante toda a et ...