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PASSO A PASSO

Helena Sacadura Cabral  

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Excerto

MEDITAR

«Não sei se me posso considerar uma dessas pessoas que estão sempre a meditar. Digamos que é uma prática que faz parte dos meus dias, da minha vida familiar. Há, sobretudo, um esforço no sentido de eu tomar consciência, todos os dias, da enorme gratidão que sinto face à minha vida e a quem me rodeia.»

Esta frase, que li num jornal, julgo que poderá representar uma amostra razoável do que se passa com a maioria das pessoas no que diz respeito à meditação: têm interesse, mas receiam.

Existem dois grupos principais de técnicas de meditação. A da «atenção focada», que consiste na concentração voluntária num objecto, na respiração ou em imagens ou palavras. E o «monitoramento aberto», que se caracteriza por uma observação, sem reacção, daquilo que ocorre num determinado momento.

A meditação tem estado muito associada à prática espiritual e de autoconhecimento, no entanto, os benefícios deste exercício para o bem-estar e para a saúde de cada um são estudados desde os anos de 1970, provando que fazer da meditação um hábito alivia os sintomas de certas maleitas, sobretudo no âmbito de alguns distúrbios psicológicos.

Vivemos, hoje, de ansiedade, algo que parece atingir mais mulheres do que homens.

Os sintomas clássicos de ansiedade são conhecidos. Irritabilidade, tensão permanente ou nervosismo, problemas de concentração, dificuldade em esquecer o objecto de preocupação, falta de ar ou respiração ofegante, fadiga crónica e transtornos do sono.

Sentir ansiedade não é, em si, algo mau. Na medida certa, pode estimular o indivíduo a entrar em acção. Porém, em excesso, tem o efeito contrário e impede reacções.

A meditação pode ser uma boa opção para a saúde mental e bem-estar. E não é preciso nenhum equipamento especial para a praticar. Todos podem fazê-la sej

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