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LISBOA: A TUA E A MINHA

Rosa Cullell Muniesa   Javier Martín del Barrio  

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Excerto

Prólogo

Rosa chega primeiro

Viajamos juntos há mais de 30 anos. Também vivemos, temos filhos, passeamos, pagamos facturas, fazemos planos, queixamo-nos (um do outro, dos nossos chefes…) e, em geral, aguentamos os defeitos de cada um e apreciamos o que nos une. Mas o que mais nos diverte, ao Javier e a mim, é viajarmos juntos. Com duas pessoas tão diferentes, um navarro tranquilo e austero, de poucas palavras, e uma barcelonesa apreciadora de bons hotéis, de mudanças e de ópera, é quase um milagre. Na verdade, não começámos bem. Como primeira viagem a sós, sem grupos de amigos para atenuarem o choque, escolhemos Nova Iorque em Agosto. Uma estupidez que só pode ser justificada pelo amor que começa e nada sabe, esse que torna tudo possível. Foi sair do aeroporto JF Kennedy, tentar respirar, apesar dos 30 graus pegajosos, e pensar que aquilo não ia correr bem. O Javier propôs apanhar um autocarro. Eu dirigi-me, sem comentários, para a fila dos táxis. O motorista, um sikh de turbante amarelo, avisou-nos de que era a pior hora para chegar à cidade, problema nosso. Javier não tirava os olhos do taxímetro. Ao chegar ao primeiro engarrafamento, o motorista perguntou para onde íamos.

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— Deixe-nos no centro, perto da 63, em qualquer pensão barata — respondeu Javier.

Não tinha reservado nada e pretendia passar a nossa semana de amor e luxo em «pensões baratas»! Nesse momento caí em mim: o Javier ia com uma mochila, e eu arrastava uma grande mala e o meu nécessaire (um costume piroso, eu sei, herdado de uma avó que nunca viajava sem os seus cremes).

Nessa noite, depois de ouvirmos muitos no, acabámos num YMCA, pousadas concebidas para que os jovens cristãos partilhem o quarto e as risotas em qualquer parte do mundo. Não havia quartos duplos. Só múltiplos (para homens) ou individuais (para raparigas). O meu quarto media um metro de largura por 1,80 de comprimento. Estreito e comprido, não muito comprido. A cama baixava-se da parede até cair sobre a porta, o que impedia que fosse aberta de fora. Uma vantagem, segundo tratou de salientar o recepcionista e faz-tudo.

— A menina, com a porta trancada, fica em segurança — tranquilizou-me.

— Simples e prático — sublinhou o Javier.

No dia seguinte, levantei-me e tomei um duche comunitário com várias senhoras encantadoras que, na vida real, dormiam em Manhattan entre cartões. Era o primeiro dia do mês, e tinham acabado de receber o subsídio, que nos EUA é concedido àqueles que têm menos que nada. Festejavam tomando um duche e dormindo entre lençóis. Partilhei com elas um sabonete de alfazema e saí à procura do meu noivo. Encontrei-o no átrio, em frente às máquinas de bebidas, a molhar tostas industriais num copo de café de plástico. Tinha a cara de felicidade de quem dormira bem, completamente alheado dos gritos e discussões dos hóspedes. Ficou contente ao ver-me e apresentou-me o Peter e o John, os seus companheiros de quarto barbudos. Acho que para não o esbofetear preferi ir dar uma volta.

— Olha, espero-te no Plaza. Sempre quis tomar um café em Central Park — disse-lhe, mantendo a serenidade.

— Perfeito, minha linda. Vemo-nos logo — disse-me, sem ter percebido nada.

Assim começaram as nossas viagens. Ele propõe uma tasca africana, eu reservo no restaurante que acaba de ganhar uma estrela Michelin; ele planeia um passeio pelo bairro mais perigoso, eu compro bilhetes para a ópera; ele quer fazer uma excursão ao último recanto do país e subir ao pico mais alto, eu consulto os preços do imobiliário e faço contas aos anos que faltam para comprar a casa dos meus sonhos. Depois procuro o café para tomar o pequeno-almoço todas as manhãs. Mais do que o tour, agrada-me a mudança. Ir e ficar. Brincar às casinhas, aprender a língua local. Fazer amigos.

Agora vivemos em Lisboa. Eu cheguei primeiro. Antes disso, depois de uma juventude em viagens de trabalho, a viver em vários países e continentes, regressei a Espanha. Casei com o Javier, o da mochila, e instalámo-nos em Madrid e depois em Barcelona. Tivemos filhos, cresceram. Abandonei o meu trabalho de jornalismo de economia. Fui, durante duas décadas, executiva superior de um banco, bem paga e bastante stressada, com muitas pontes aéreas e viagens transoceânicas. Com os filhos já na escola, voltei a estudar numa conceituada Escola de Gestão.

Depois, decidida a ser outra, a de antes, trabalhei numa editora e tive o prazer de dirigir o Teatro de Ópera do Liceo de Barcelona. Até que, quase sem dar por isso, enganei-me e aceitei um cargo público, que não era feito para mim. Soube-o desde o primeiro dia, mas levei mais de dois anos para fugir de lá. No meio de outra interminável reunião do Conselho de Administração de uma empresa pública de televisão, decidi demitir-me, sem aviso prévio ou indemnizações.

Entrei no carro, feliz e aliviada. Ao chegar a casa, enviei uma SMS ao meu marido, que estava a fazer o Caminho de Santiago com os nossos filhos e sobrinhos.

«Demiti-me», escrevi.

«Já não era sem tempo», respondeu.

Tirei um ano sabático. Uns amigos acolheram-me em sua casa, no Sul de França, onde vivi vários meses tranquilos. Passei por feiras, fui a concertos em Aix-en-Provence, recuperei o francês da minha infância e, para dizer que fazia alguma coisa, escrevi um romance curto, El mejor lugar del mundo. Depois do seu lançamento, no dia de Sant Jordi de 2011, eu e o meu marido (os filhos já tinham crescido e tinham os seus próprios planos), partimos para o cabo de Gata (Almería). Concordamos em poucas coisas, mas ambos gostamos de praias extensas de areia branca e detestamos ir de barco até à enseada seguinte. Eu, pelo menos, ainda gosto de tomar um aperitivo na lancha, mas o Javier só quer que o ponham em terra firme o mais depressa possível. Estávamos a dormir a sesta na praia dos Genoveses, um lugar em que julgávamos não ter rede, quando o meu telemóvel tocou. Era o director-geral do Canal Plus:

— Tenho uma oferta de trabalho que gostava de discutir contigo. Não tens de responder hoje, mas nos próximos dias. Queres ser directora executiva da Media Capital, em Lisboa?

— Em Lisboa? Queres que vá trabalhar para Portugal? Não sei… agora escrevo, há os meus filhos e o meu marido e não estou para me pôr outra vez a dirigir alguma coisa… Mas, Lisboa. Ummm, depois falamos.

O Javier olhou para mim com aquela cara que ele faz às vezes, a de eu-sei-tudo-o-que-vai-acontecer-nos-próximos-dez-anos.

— Quando vais? Não queres terminar o ano sabático?

Cheguei a Lisboa três meses depois. Conquistou-me no dia seguinte, e, com o tempo, começou a gerar-se esta história especial de uma cidade com dois olhares muito diferentes: a tua Lisboa e a minha.

Javier chega mais tarde

Agora que penso nisso, Rosa Cullell (Barcelona, 1958) e este que também assina, Javier Martín del Barrio (Pamplona, 1955), passaram a vida a viajar, embora em tempos em que viajar era mais uma tortura do que um prazer. Ela, por exemplo, segundo me foi contando ao longo dos anos, era uma princesa que os avós levavam em cruzeiros e ao Teatro de ópera da sua cidade, o Liceu; a mim, levavam-me de Pamplona para Vega de Valdetronco (na estepe de Castela) à velocidade de cruzeiro — aqui já a primeira coincidência — de Alfredo, o meu pai, ou seja, 300 quilómetros em dez horas (se não houvesse trânsito). O meu pai recusava-se a que o seu Dauphine ultrapassasse os 70 km/h, embora eu também contribuísse para que não fizesse as curvas com demasiada velocidade, porque este que assina, futuro viajante inveterado, vomitava a cada mudança de velocidades do condutor, bastante bruscas, quanto a mim. Por isso, podemos dizer que os autores deste livro nasceram viajantes, mas diferentes, desde a infância.

A Rosa cresceu com fins-de-semana nas praias de Casteldefels, ainda com dunas, nas proximidades de Barcelona, e o abaixo assinado com excursões dominicais à barragem de Yesa, perto de Pamplona, embora para lá chegar tivéssemos de subir montanhas, e mais não digo. Por essa altura, os meus pais e irmãos tinham ultrapassado todos os preconceitos e deixavam-me vomitar, sem necessidade de parar o carro, num balde instalado no meio das minhas pernas, depois de convencidos de que as misturas de biodraminas não faziam efeito no meu pequeno mas estranho organismo.

Já jovens e livres, Rosa foi para o fim do mundo, Austrália, como se lhe chama nos mapas, e eu percorria o meu umbigo natal, Navarra, de camioneta em camioneta, visitando os campos de futebol da geografia navarra-basca-riojana, sábados e domingos, de Setembro a Maio. O meu clube, o Deportivo de Pamplona, não tinha dinheiro nem para bolas, mas, quando era preciso parar para comer em alguma venda, eram sempre lugares que valiam (e alguns ainda valem) a pena.

Nesta altura, já devem estar a perguntar-se como é possível que as vidas de uma e de outro se cruzassem neste planeta. A resposta é óbvia: com uma viagem.

Abril de 1984, Egipto. Farta de cangurus, a Rosa tinha regressado a Barcelona e marcou uma viagem com dois amigos e jornalistas de Barcelona, Álex Martínez Roig e José María Sirvent, que também me conheciam, porque trabalhávamos na secção de Desporto do EL PAÍS, eles em Barcelona e eu na capital de Espanha. «Vem de Madrid um colega esquisito. Fala pouco e sorri menos, mas não te preocupes», avisaram-na os amigalhaços — banais! —, como me confessaria Rosa, anos depois. O aviso não a atemorizou, porque pensou que não podia ser pior do que conviver dois anos nos antípodas com imigrantes, cujas línguas nem sequer identificava. «É navarro», especificaram. Isto fê-la logo hesitar, mas enfrentou a situação fleumaticamente: «Eu durmo com um de vocês; decidam quem dorme com o navarro.»

Durante metade da viagem pelo Egipto, os dois camaradas fizeram tão bem o papel de seguranças que eu e a Rosa apenas trocámos os bons-dias e as boas-noites. O trio catalão fazia o que queria, mas eu também: desde que a vi no primeiro dia, propus-me apenas um objectivo na vida. Era uma questão de esperar pelo momento certo.

O dia ou, melhor, a noite chegou num restaurante de Abu Simbel, desses autênticos, escuros, mesas sem toalhas, chão sujo, pessoal autóctone e hordas de gatos a rondarem e a saltarem sobre os clientes europeus; estes, bajuladores à força, por conta do Choque de Civilizações e do facto de não se poder ofender o gatinho da casa. Pela primeira vez, a Rosa encostou-se a mim. Chegara a minha oportunidade.

Lidar com os animais não era o forte dos citadinos barceloneses, mas isso já eu sabia. De alguma coisa devia servir-me a minha experiência infantil de esquartejar rãs, espantar perdizes e apedrejar galinhas pelos campos de Castilla la Vieja. A Rosa perdeu a cor com o primeiro gato que lhe saltou para as pernas, e eu, eu fui o único a dar tal fora ao animal que nem ele nem outro da sua espécie — nem de outras — ousou jamais acariciar aquelas pernas suaves, douradas, enfiadas num minishort de couro preto com tirinhas insinuantes que caíam das ancas e desciam pelas coxas… Oh, meu Deus!

P. S.: Salvei a vida da princesa dos cruzeiros e, trinta e tal anos depois, continuamos a viajar por onde o destino nos levar.

Durante os seus três primeiros anos em Portugal, trabalhei em Barcelona primeiro e depois em Madrid e aos fins-de-semana voava para Lisboa para ver o rio, da varanda de um apartamento no Chiado.

Nessa época, a Rosa adquiriu uma visão profissional da cidade, com conhecimentos exaustivos de restaurantes, hotéis e salões palacianos; a minha era uma visão ociosa, a do turista de fim-de-semana, que visita freneticamente cada recomendação dos guias. Ao fim de três anos de estadia da Rosa em Lisboa, aconteceu no EL PAÍS uma daquelas agitações de correspondentes que os directores gostam de criar, de vez em quando, e, no meio do alvoroço, Lisboa ficou livre. Pus o dedo no ar mais depressa do que os outros e em Julho de 2014 instalei-me na capital portuguesa.

Estava-se no início do boom turístico, no princípio do ingente restauro das suas maravilhosas casas coloridas e do inesperado desaparecimento do Banco Espírito Santo, o império bancário português do último quarto de século. Tardei a chegar, mas parecia que estavam à minha espera. De repente, Lisboa mudava de banqueiros, de políticos, de grandes empresas, ganhava a Taça da Europa, ganhava na ONU… e transformava-se a toda a velocidade na cidade da moda para turistas e artistas de todo o mundo. Agradeço a deferência em relação à minha chegada e, por isso, melhor do que contá-lo, quero deixá-lo por escrito.

Capítulo 1

O MEU BARRIO

Rosa: uma casa cor-de-rosa no Chiado

«Eu sou um artista, não um crítico; não tenho análises, tenho emoções.»

(Eça de Queiroz)

Lisboa é o Chiado, o bairro que a burguesia do século XIX levou ao esplendor. Ali encontrei a minha rua, os meus novos amigos, o meu bar da esquina, o melhor café do mundo e a minha casa. Não foi fácil, os lisboetas não abandonam o lugar onde nasceram ou criaram os seus filhos nem o alugam ao primeiro estrangeiro que passa e se apaixona por uma casa cor-de-rosa com janelas verdes. Um lisboeta de gema, por muito que precise de alugar ou vender, não pendura letreiros na sua varanda. Isso fazem os senhorios de andares turísticos. Os lisboetas dizem aos amigos de toda vida, que transmitem às namoradas, que, por sua vez, falam com os primos, porque um deles trabalha numa imobiliária séria. E põe-se em marcha, de forma discreta, e sem pressas, a máquina de busca do inquilino ideal.

Os andares dessas casas por que nos apaixonamos, nós, os que pisamos a cidade pela primeira vez, as famosas casas de cores de que falava Fernando Pessoa, costumam alugar-se ao filho de um colega que andou na Universidade Católica com o proprietário. Ou podem estar à espera de um primo do Norte que virá instalar-se na capital dentro de um ano. Sim, leu bem. Esperam pela sua chegada. Tranquilamente, porque os portugueses detestam as pressas e as mudanças e têm pena de alugar as suas raízes a um perfeito desconhecido.

Porém, o mais difícil é encontrar um apartamento com vista para o rio. E foi isso que me propus em Agosto de 2011. Não tinha deixado Barcelona, a minha terra, com cinquenta anos já feitos e sem a família, para viver num sítio que não se parecesse com a Lisboa melancólica que olha o Tejo. Queria viver a sentir a saudade, como eles fazem. Essa ia ser a minha Lisboa.

— Com vista, sim, com certeza. Embora a doutora vá precisar de um andar grande, representativo, claro. Talvez no Estoril ou em Cascais, onde há moradias (casas unifamiliares) com piscina.

— Pois não, senhor. O que procuro é um andar luminoso com vista para o Tejo. Dois quartos, uma casa de banho com duche e uma pequena cozinha bastam-me.

O agente imobiliário tinha muita experiência na procura de alojamento para executivos estrangeiros. Para os atenciosos vendedores das imobiliárias lusas, por mais que inventasse uma desculpa mais romântica do que a simples deslocação laboral, era uma directora «expatriada», e começaram a mostrar-me casas «à medida da doutora», andares de 300 metros quadrados em edifícios gigantescos, em zonas impessoais; palacetes transformados em lofts nova-iorquinos, aos quais, à base de aço e mármore preto, se havia extirpado qualquer vestígio de arquitectura lisboeta.

«Aqui vivem pessoas de grande relevância social», anunciavam-me, para justificar o preço.

O edifício de apartamentos junto ao Centro Comercial das Amoreiras (um local que acabaria por ser como a minha casa, porque tem de tudo e está aberto aos domingos), era puro cimento. Depois de atravessar a portaria de mármore cor-de-rosa, fui empurrada até ao sétimo andar, onde uma série de pintores retocava 400 metros quadrados sem graça nenhuma.

Começava a render-me quando me ligou a Mafalda, outra simpática vendedora:

«Tem de ver este, em Santa Catarina. É perfeito para uma apaixonada da velha Lisboa. E vê-se o rio!»

Apesar do meu cepticismo dei-lhe uma oportunidade. Quando chegámos ao topo de uma das sete colinas da cidade, a primeira coisa que fizemos foi aproximarmo-nos do miradouro e tomarmos alguma coisa. Aqui ninguém pressiona, nem mesmo os agentes imobiliários. No quiosque, pedi uma bica (um café curto) e a Mafalda um galão (um café com leite). Depois de uma segunda rodada, continuámos a busca.

Passeámos até um palacete amarelo com janela para o rio, entrámos por uma escada principesca e subimos ao primeiro patamar, onde nos abriu a porta um francês, que regressava ao seu país depois de «passar vários anos inesquecíveis nesta maravilhosa cidade». De tectos altíssimos, com molduras e cornijas originais, o casarão dava a sensação de ter sido despido à pressa.

— Vou sentir-me aqui mais sozinha e expatriada do que nunca. E as vistas para o Tejo?

A Mafalda afastou os cortinados, abriu as portadas de madeira e anunciou solenemente:

— A seus pés, doutora.

Estava mesmo a meus pés. Era um andar baixo, um primeiro. O rio, mais do que vê-lo, adivinhava-se. Uma enorme acácia e um imponente jacarandá tapavam a água.

«Quando o jacarandá não está em flor, vê-se um pouco melhor», consolou-me o inquilino.

Lisboa tem mais de 400 mil árvores, que, graças ao clima atlântico, crescem de forma descomunal. Acácias, mimosas, castanheiros, magnólias, tílias, carvalhos… brotam, desenvolvem-se e multiplicam-se desmedidamente. Estive prestes a aceitar o meu destino palaciano, mas os ramos da acácia iam continuar a tapar o rio, durante muitos e felizes anos. Desanimei.

Regressei a Barcelona e deixei reservado um quarto com kitchenette no Altis, um apart-hotel próximo da Avenida da Liberdade para executivos convencidos de que vão ficar pouco tempo. Viver ali é uma dessas decisões cómodas que acabam por durar mais do que a conta e que nos transformam num ser humano com trabalho a tempo permanente, de 12 horas diárias. Para quê voltar cedo para um quarto com kitchenette?

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