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HISTóRIAS DE ADORMECER PARA RAPARIGAS REBELDES - VOLUME 2

Elena Favilli   Francesca Cavallo  

4


Excerto

Queridas Rebeldes,

Enquando leem esta carta, o primeiro volume de Histórias de Adormecer para Raparigas Rebeldes já está nas mesas de cabeceira de cerca de um milhão de pessoas. Por todo o mundo, crianças e adultos conversam sobre a sua rebelde preferida. Há professores que preparam aulas sobre essas pioneiras, políticos que leem as suas histórias em convenções, jovens mulheres que abrem o livro para se animarem depois de um dia difícil e futuros pais que o compram para receber as suas filhas neste mundo.

Histórias de Adormecer para Raparigas Rebeldes foi traduzido para mais de trinta línguas, e todos os dias temos a sensação de ouvir os vossos sotaques quando recebemos as mensagens que nos enviam por e-mail, Facebook e Twitter. Quando vemos, no Instagram, as fotografias deste livro nas vossas casas, é quase como se estivéssemos a ver um álbum de fotografias de família. Uma família composta por pessoas de todas as reli­giões, de todas as nacionalidades, de todas as cores, de todas as idades, de todos os géneros. Uma família global cujos membros vivem quer em pequenas aldeias (como as aldeias onde nós crescemos) quer em grandes cidades.

Há um ano, no nosso pequeno apartamento em Los Angeles, acendemos a lareira para nos sentarmos a contar novas histórias uma à outra.

Vocês fizeram-nos companhia. Convidaram as vossas amigas e trouxeram mais lenha. Vieram com as vossas esperanças e frustrações, com a vossa coragem e o vosso medo, com as vossas fraquezas e forças. Vieram para ouvir, mas também para falar. O lume cresceu. A família aumentou.

Histórias de Adormecer para Raparigas Rebeldes 2 é o resultado dessa interação. É sobre as histórias que nos contaram junto a essa lareira. Sobre a bombeira asiático-americana que a Christine nos deu a conhecer em Nova Iorque. Sobre a primeira unidade de guardas-florestais exclusivamente composta por mulheres, na África do Sul, que combate a caça furtiva e que conhecemos pelo Snapchat através da Rita. Sobre a piloto irlandesa que construiu um avião, de que nos falou o Aidan numa sessão de autógrafos.

Há quem diga que as histórias não podem mudar o mundo, mas nós discordamos.

Recebemos muitas mensagens de pessoas a dizerem-nos que tinham descoberto uma história no nosso livro, mas, por vezes, a história que referiam não estava lá. A verdade é que Histórias de Adormecer para Raparigas Rebeldes está a ensinar centenas de milhares de pessoas a descobrirem histórias que antes não conseguiam ver. Está a inspirá-las, a motivá-las a procurar talento onde pensavam que não existia nenhum. Está a facilitar a descoberta de potencial em lugares imprevisíveis.

Quando temos acesso ao talento de toda uma população — em vez de acedermos apenas ao de metade —, abrem-se incontáveis possibilidades.

Quando nos vemos pelo que somos, livres de estereótipos prejudiciais, criamos verdadeiro progresso.

Quando reconhecemos a opressão e agimos para lhe pôr fim, todos ficamos mais fortes.

No momento em que deitam a cabeça na almofada, depois de lerem duas ou três destas histórias — após um esgotante dia de diversão ou um longo dia de trabalho, seja na Cidade do Cabo ou em Aotearoa, e quer alguém vos tenha lido as histórias ou as tenham lido sozinhas —, queremos que saibam que estiveram sentadas junto a uma lareira com centenas de milhares de rebeldes que, como vocês, estão a fazer uma viagem.

A série Histórias de Adormecer para Raparigas Rebeldes é uma pequena parte de uma conversa que é maior do que cada uma de nós. Maior do que as nossas esperanças individuais. Sem dúvida, maior do que os nossos medos.

Obrigada por se sentarem connosco junto a esta lareira.

Agora, vamos começar.

Fran

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