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FEMINISMO PARA OS 99%

Tithi Bhattacharya   NANCY FRASER   CINZIA ARRUZZA  

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Excerto

UM MANIFESTO

Encruzilhada

Na Primavera de 2018, Sheryl Sandberg, directora de Operações do Facebook, anunciou ao mundo que «tudo seria muito melhor se metade dos países e empresas fossem dirigidos por mulheres e metade dos lares por homens» e que «não deveríamos descansar até atingirmos esse objectivo». Expoente máximo do feminismo empresarial, Sandberg já tinha ganhado fama (e fortuna) ao instigar mulheres em cargos de chefia a lean in[1] nas reuniões de administração. A ex-chefe de gabinete do secretário do Tesouro Larry Summers – o homem que desregulou Wall Street – não tinha quaisquer dúvidas em dizer às mulheres que o sucesso alcançado através de uma postura dura e firme no mundo dos negócios era a única via para a igualdade de género.

Nessa mesma Primavera, uma greve de militantes feministas parou Espanha. Os organizadores da «huelga feminista» de vinte e quatro horas, a que se juntaram mais de cinco milhões de manifestantes, exigiam «uma sociedade livre da opressão sexista, de exploração e violência […] uma revolta e

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